DJ Brasileiro Processa Festival Europeu por Plagiar Batida de Funk e Pede Indenização em Criptomoeda

Um caso inédito no mundo da música eletrônica e das finanças digitais está movimentando os tribunais internacionais neste setembro de 2026. O DJ brasileiro Marcus “Trovão” Ferreira, natural do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, entrou com uma ação judicial milionária contra o festival holandês BeatWave Amsterdam, acusando a organização de ter plagiado sua batida de funk carioca sem autorização, crédito ou compensação financeira. O detalhe que chama ainda mais atenção: a indenização exigida é de 2,5 milhões de euros, mas a ser paga integralmente em criptomoeda — especificamente em Ethereum (ETH).

Segundo a ação protocolada na última semana no Tribunal de Amsterdã, com representação jurídica simultânea no Brasil, a batida em questão foi criada por Marcus em 2023 e registrada formalmente no Escritório de Direitos Autorais do Brasil em março daquele mesmo ano. A composição, batizada de “Trovão na Favela”, ficou conhecida por seu padrão rítmico único, que mistura o tamborzão do funk 150 BPM com elementos de batucada afro-brasileira. Em 2025, a mesma sequência de batidas apareceu como trilha principal do festival BeatWave Amsterdam, assinada por um DJ alemão chamado Klaas Hoffmeister, sem qualquer referência ao trabalho original do brasileiro.

“Eles pegaram exatamente o que eu criei, mudaram o nome e colocaram um europeu na frente. Isso tem nome: é racismo musical e pirataria intelectual”, afirmou Marcus em entrevista exclusiva ao Mundo Agora. O artista diz que tomou conhecimento do plágio após fãs enviarem vídeos do festival pelas redes sociais. Especialistas em direito autoral ouvidos pela nossa redação confirmam que há evidências técnicas sólidas de cópia, incluindo análises de espectrograma e metadados de áudio que apontam para a mesma matriz sonora.

A exigência de pagamento em Ethereum não é apenas simbólica. A equipe jurídica de Marcus argumenta que, por se tratar de uma transação internacional entre Brasil e Holanda, o uso de criptomoeda elimina intermediários bancários, reduz taxas de conversão cambial e garante rastreabilidade imutável do pagamento por meio da blockchain. “É o futuro do direito autoral internacional. A blockchain não mente e não permite adulteração”, explicou a advogada Carla Diniz, que lidera a defesa do DJ.

O BeatWave Amsterdam, por sua vez, negou as acusações em nota oficial, afirmando que a composição de Hoffmeister foi desenvolvida de forma independente e que qualquer semelhança é coincidência. A organização também questionou a legalidade de exigir pagamento judicial em criptomoeda, tema que ainda gera debates jurídicos em toda a Europa.

O caso promete abrir um precedente histórico não apenas para artistas brasileiros, mas para toda a indústria musical global. Em um mundo onde o funk carioca já conquistou as pistas de dança de Berlim a Tóquio, a discussão sobre propriedade intelectual, origem cultural e novas formas de compensação financeira nunca foi tão urgente. A próxima audiência está marcada para outubro de 2026, e o mundo estará de olho.

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