Laboratório Suíço Usa Fungo Amazônico para Fabricar Semicondutor Biodegradável e Desafia Patente de Intel
Genebra, 11 de setembro de 2026 — Em um movimento que promete sacudir as bases da indústria global de tecnologia, o Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH Zurique) anunciou nesta semana o desenvolvimento de um semicondutor biodegradável produzido a partir de micélio de um fungo encontrado exclusivamente na floresta Amazônica brasileira. A descoberta, publicada na revista científica Nature Materials, já gerou uma disputa jurídica internacional com a gigante americana Intel, que alega violação de patentes relacionadas à arquitetura de chips de baixa condutância.
O fungo em questão é o Amazonomyces conductivus, identificado pela primeira vez em 2021 por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas durante uma expedição na região do Alto Solimões. A espécie possui uma estrutura micelial com propriedades eletroquímicas únicas, capaz de conduzir elétrons de forma estável em temperaturas que variam entre -10°C e 80°C — faixa compatível com a maioria dos dispositivos eletrônicos de consumo atualmente no mercado.
A equipe liderada pela cientista suíça Dra. Lena Hofstetter passou três anos refinando o processo de cultivo e compressão do micélio em lâminas nanométricas. O resultado é um chip funcional que, segundo os pesquisadores, se degrada completamente em solo úmido em até 18 meses, sem liberar metais pesados ou compostos tóxicos. “Estamos diante de uma revolução silenciosa. Pela primeira vez, é possível fabricar um componente eletrônico que a própria natureza pode absorver de volta”, afirmou Hofstetter em entrevista coletiva realizada em Zurique na última terça-feira.
A Intel, no entanto, não recebeu o anúncio com entusiasmo. Por meio de seu escritório jurídico em Bruxelas, a empresa protocolou uma notificação formal alegando que a arquitetura de camadas condutoras utilizada no chip suíço infringiria a patente EP-4421987, registrada em 2024, que descreve um método genérico de organização de trilhas semicondutoras em substratos orgânicos. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pelo Mundo Agora consideram a argumentação da Intel frágil, mas admitem que o processo pode se arrastar por anos nos tribunais europeus.
O caso também acendeu um debate urgente sobre biopirataria e soberania científica. Representantes do governo brasileiro manifestaram preocupação com o fato de que o fungo foi coletado em território nacional sem um acordo formal de repartição de benefícios, conforme previsto pelo Protocolo de Nagoia, do qual o Brasil é signatário. O Ministério do Meio Ambiente informou que está em contato com autoridades suíças para avaliar possíveis irregularidades no processo de coleta e exportação de material biológico.
Apesar das controvérsias, o impacto ambiental potencial da descoberta é inegável. A indústria global de semicondutores gera anualmente mais de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Um chip capaz de se biodegradar sem deixar rastros tóxicos poderia transformar radicalmente esse cenário. Investidores europeus já sinalizaram interesse em financiar a próxima fase do projeto, estimada em 200 milhões de francos suíços, com previsão de produção em escala industrial a partir de 2029. O futuro da tecnologia, ao que parece, pode ter raízes na Amazônia.
