A economia brasileira voltou a crescer? Recentemente, dados do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre foram divulgados. A alta de 0.2% nos meses de abril, maio e junho de 2017, seguida do primeiro trimestre do ano, interrompeu uma série negativa de dois anos em queda. A inflação brasileira também emite sinais claros de queda nas taxas há muito tempo não vistas. Afinal, o Brasil voltou a crescer? Saímos da crise? Como fica a vida das pessoas, famílias e empresas de agora em diante? E os empregos? Os dados da economia ainda são fracos, mas, mesmo sem crescer de forma mais consistente, somente o fato de parar de se retrair já é bom sinal. -Já-podemos-comemorar-o-crescimento-da-economia-brasileira?-Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

A reforma tributária brasileira, aprovada após décadas de debate, começa a produzir efeitos concretos na vida dos cidadãos em 2026. A unificação de impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um único tributo — o IVA Dual — promete simplificar a vida de empresas e consumidores, mas as mudanças não chegam de uma vez.

O que muda para o consumidor

A principal promessa da reforma é a redução da carga tributária sobre alimentos da cesta básica, que terão alíquota zero. Isso significa que produtos como arroz, feijão, carnes, ovos, leite e hortaliças devem ficar mais baratos nas prateleiras dos supermercados ao longo dos próximos meses.

Para produtos industrializados, a transição será gradual. Especialistas estimam que a carga média sobre bens de consumo pode cair entre 10% e 15% até 2033, quando a reforma estará totalmente implementada.

O que muda para as empresas

Pequenas e médias empresas são as que mais ganham no curto prazo. A simplificação burocrática reduz o tempo gasto com obrigações fiscais — hoje, o Brasil é um dos países onde mais horas são gastas para pagar impostos no mundo.

Micro empreendedores individuais (MEIs) e empresas do Simples Nacional seguem em regime separado, com regras próprias que também passam por ajustes para garantir competitividade.

Calendário de implementação

2026: início da cobrança do IBS e da CBS em paralelo com os tributos antigos. 2029: extinção do PIS e da Cofins. 2033: conclusão total da transição, com extinção do ICMS e do ISS.

Especialistas divergem sobre os impactos imediatos, mas há consenso de que a simplificação era necessária. “O Brasil tinha um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Esse passo é histórico”, afirma economista da FGV consultado pelo Mundo Agora Blog.

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