Mundo Agora | Brasil | 1º de junho de 2026

O Brasil ainda está no meio do ano, mas a política já entrou no modo outubro. As Eleições Gerais de 2026 estão se aproximando — e quem presta atenção já percebe que as peças estão sendo movidas há meses. Candidaturas sendo costuradas, alianças formadas e sondadas, e a disputa pelo Palácio do Planalto cada vez mais quente.

O que está em jogo

Em outubro de 2026, os brasileiros vão escolher presidente e vice-presidente da República, governadores dos 27 estados, um terço do Senado Federal (27 vagas), 513 deputados federais e todos os deputados estaduais e distritais. É o maior processo eleitoral do país em um único ciclo — e dificilmente algum cargo passa despercebido.

A corrida presidencial

O presidente Lula (PT) lidera as pesquisas de intenção de voto na disputa pelo Planalto, mas os números mostram um governo com mais desaprovação do que aprovação: cerca de 49% reprovam a gestão, enquanto 47% aprovam, segundo levantamento recente da Genial/Quaest. É um cenário de estagnação que abre espaço para a oposição.

Do lado oposicionista, o nome que mais avança nas pesquisas é Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Com Jair Bolsonaro inelegível até 2030, a família tenta manter sua base política unida em torno do filho mais velho.

Estados: as disputas que também moldam o país

Fora da corrida presidencial, algumas disputas estaduais devem ser acompanhadas de perto. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é favorito à reeleição, mas sua candidatura tem peso nacional — muitos o apontam como potencial nome presidencial em 2030. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) surge como favorito para disputar o governo estadual. Na Bahia, o PT tenta manter um ciclo ininterrupto que já dura mais de 20 anos.

O calendário importa

O TSE já definiu regras importantes: desde 1º de janeiro, a administração pública está proibida de distribuir bens ou benefícios de forma gratuita — salvo calamidades e programas sociais já em execução. Também foi determinado que pesquisas de intenção de voto precisam ser registradas com antecedência para garantir transparência.

As convenções partidárias e o registro oficial das candidaturas ocorrem em agosto. Daqui até lá, o campo político vai ferver.

Por que acompanhar desde já

Eleições se definem muito antes do dia da votação. As alianças que estão sendo costuradas agora, os nomes que estão sendo sondados, os escândalos que surgem meses antes — tudo isso molda o resultado final. Quem espera setembro para prestar atenção já perdeu boa parte do jogo.

Aqui no Mundo Agora, vamos acompanhar cada movimento dessa corrida. Fique ligado.


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