As mudanças climáticas deixaram de ser uma previsão para o futuro e se tornaram uma realidade do presente. Em 2026, os efeitos do aquecimento global são visíveis em todos os continentes — e o Brasil, com sua biodiversidade única e vulnerabilidade a extremos climáticos, está no centro dessa discussão.
O que já está acontecendo
Os últimos anos registraram temperaturas médias globais recordes. Ondas de calor extremo atingiram Europa, Ásia e América do Sul com frequência inédita. Secas prolongadas afetaram a produção agrícola em várias regiões, enquanto chuvas intensas causaram enchentes devastadoras — como as que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, um dos maiores desastres climáticos da história brasileira.
O nível dos oceanos continua subindo, ameaçando cidades costeiras ao redor do mundo. Recifes de coral, como a Barreira de Coral da Austrália, sofrem branqueamentos cada vez mais frequentes e severos.
O Brasil no epicentro
O país enfrenta uma combinação preocupante: desmatamento ainda elevado na Amazônia, secas históricas no Pantanal e no Nordeste, e eventos climáticos extremos com maior frequência no Sul e Sudeste.
Por outro lado, o Brasil tem potencial enorme para liderar a transição energética global. Com uma matriz elétrica já majoritariamente renovável — hidrelétricas, eólica e solar — e vastas reservas naturais, o país pode se posicionar como protagonista nas negociações climáticas internacionais.
O que os acordos internacionais preveem
O Acordo de Paris estabelece a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Em 2026, a maioria dos países ainda está longe de cumprir suas metas de redução de emissões, o que coloca em risco esse limite.
A COP mais recente reforçou a necessidade de financiamento dos países ricos para os em desenvolvimento, que são os mais vulneráveis aos impactos climáticos apesar de emitirem menos.
O que ainda pode ser feito
Cientistas são claros: ainda há uma janela de oportunidade para evitar os cenários mais catastróficos. As principais ações necessárias são abandonar os combustíveis fósseis, reflorestar áreas degradadas, adotar práticas agrícolas sustentáveis e transformar as cidades para serem mais resilientes.
No nível individual, escolhas como reduzir o consumo de carne, usar transporte público e apoiar empresas com práticas sustentáveis fazem diferença quando adotadas em escala.
