O que começou com a música pop coreana se transformou em um dos fenômenos culturais mais abrangentes do século XXI. Em 2026, a chamada “Onda Coreana” — ou Hallyu — está mais forte do que nunca, e o Brasil é um dos países onde esse impacto é mais visível.
Do K-pop às séries
Grupos como BTS e BLACKPINK abriram as portas para o mundo descobrir a cultura sul-coreana. Mas o fenômeno foi muito além da música. Séries como “Round 6” (Squid Game) e “O Jogo da Lula” quebraram recordes na Netflix e apresentaram ao mundo uma narrativa coreana sofisticada, crítica e visualmente impressionante.
Em 2025, a série “When the Stars Gossip” e outros títulos coreanos voltaram a dominar os rankings globais de streaming, consolidando a Coreia do Sul como uma das maiores potências do entretenimento mundial.
O Brasil como epicentro fora da Ásia
O Brasil tem a maior comunidade de fãs de K-pop fora da Ásia. Shows de grupos coreanos no país esgotam ingressos em minutos, e eventos como o KCON Brasil reúnem dezenas de milhares de pessoas.
Mais do que consumidores, os brasileiros passaram a produtores: grupos de covers, canais no YouTube, podcasts e criadores de conteúdo dedicados à cultura coreana movimentam uma economia criativa expressiva no país.
A culinária entra na onda
O próximo capítulo do Hallyu no Brasil é a gastronomia. Restaurantes coreanos crescem em número em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. Pratos como o bibimbap, tteokbokki e o tradicional churrasco coreano (bulgogi) deixaram de ser exóticos para se tornar opções comuns em cardápios de food halls e delivery.
Ingredientes como gochujang (pasta de pimenta coreana), kimchi e macarrão instantâneo premium já ocupam prateleiras de supermercados brasileiros.
Por que a cultura coreana conecta tanto
Especialistas apontam que o sucesso do Hallyu no Brasil tem raízes na identificação: histórias de superação, crítica social, estética visual elaborada e uma indústria que investe pesado em qualidade. “A Coreia criou um produto cultural que fala ao mesmo tempo ao coração e à inteligência. Isso é raro”, analisa pesquisador de cultura pop.
